O choro da gaita do Dylan, a saborosa grama recém-brotada daquele jardim construído por um monarca para a sua Rainha, o sol amenizado pela brisa primaveril e dedos brincando de se confundirem.
Estávamos horas a fio em conversas sem sentido mas com direção, saíssem as palavras dos lábios ou fossem elas pronunciadas pelos olhos.
Tirando-me para dançar, agarrou minha bunda enquanto me fitava intensivamente. Entendi o quanto ela me queria.
Sumimos.
Momentos depois, nossas mãos se soltaram.
Voltamos a nos ver sete anos e quaisquer meses mais tarde e, antes fosse mais cedo, pois seu retrato já havia perdido várias cores na minha mente. (Embora, confesso, após aquele segundo, todos os matizes retornaram e de forma ainda mais harmoniosa)
Ela me disse « oi » e, dessa vez, nossos corpos nos levaram. Tirei-a para dançar.
2 Comments
June 10, 2008 at 8:45 pm
Nassassinhora…
Que pressão.
June 13, 2008 at 3:50 am
agora serão dois pra lá, outros pra cá… nessa dança danada que é se encontrar.
(bela passo, esse. gostei.
)